Deu no Valor: Balenciaga, YSL e Bottega Veneta vêm aí

Deu hoje no Valor! Leia a entrevista feita pela super Angela Klinke com Henir-François Pinault.

O bilionário francês Henri-François Pinault podia ser visto ontem no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, torcendo pela Espanha. Um entusiasta do futebol, ele atrasou o embarque para o Rio só para acompanhar a semifinal contra a Alemanha. “Quando a França ganhou a Copa em 1998, a vitória trouxe uma onda de otimismo para a economia. Então, como sou latino e tenho muitos negócios na Espanha, torço por eles. Minha mulher é mexicana, acabo pendendo mais para eles ainda”, brincou. Sua vibração pela vitoriosa Fúria, contudo, não chegou aos pés de sua expectativa com os times africanos ou com o Uruguai – todos usando uniformes coladinhos Puma, uma de suas marcas.

Aos 48 anos, Pinault é dono de uma das maiores fortunas da França. É chairman e CEO do grupo PPR (Pinault-Printemps-Redoute), um conglomerado que faturou €16, 9 bilhões em 2009 e envolve operações de varejo como Fnac, Conforama e Redcats; grifes de luxo como Gucci, Balenciaga, Bottega Veneta e Yves Saint Laurent, entre outras; e a marca esportiva Puma. Não bastasse o brilho dessas bandeiras, Pinault agregou mais uma estrela ao seu universo ao casar oficialmente, no ano passado, com a atriz Salma Hayek, mãe da caçula de seus três filhos, Valentina Paloma.

E o moço, claro, ainda tem berço. Seu pai, François Pinault, é dono da holding Artemis que, entre outros negócios, tem a casa de leilões Christie’s e o ícone de Bordeaux, Château Latour. Como a família é da região da Bretanha, pai e filho são muito empenhados em ações locais. O que se estende, é claro, ao futebol. Henri-François é o responsável pelo Rennes, clube da primeira divisão do campeonato francês, e onde Luis Fabiano estreou na Europa.

Há dez anos ele não vinha ao Brasil. A última vez foi em 1999 quando veio inaugurar a primeira Fnac no Brasil. Comprou o que era então uma operação de varejo da editora Ática, no bairro de Pinheiros, em São Paulo, uma loja “totalmente inspirada” na Fnac, e que acabou por se converter na bandeira francesa.

Pinault está de volta agora para investigar o mercado nacional, atraído pelo “boom” da economia nacional. Procura endereços em São Paulo para abrir num prazo de 12 a 18 meses lojas das grifes Balenciaga, Yves Saint Laurent e Bottega Veneta. Num prazo ainda mais curto, quer mais uma Gucci, mas ainda sem cidade definida – tem uma no shopping Iguatemi e outra na Villa Daslu.

Em busca dos melhores pontos, ele encontrou-se com Carlos Jereissati do grupo Iguatemi e, como estava hospedado no hotel Fasano, foi dar uma volta na rua Oscar Freire, que fica próxima. Seu braço direito Robert Polet foi ao shopping Cidade Jardim, do grupo JHSF. No processo de desenvolvimento internacional do PPR, os países emergentes são a “chave”. As nações de novos ricos responderam por 39% das vendas do grupo Gucci neste primeiro trimestre, onde concentram 157 de suas 615 lojas próprias das grifes de luxo.

Para chegar mais próximo de um diagnóstico do país, Pinault teve encontros com outros empresários como Eliana Tranchesi, da Daslu, além de consultores especializados, entre eles, os da McKinsey. A agenda carioca de hoje incluía Oskar Metsavaht, da Osklen, e Roberto Stern, da H.Stern. Fez uma visita especial a Track & Field, marca esportiva nacional. Uma das estratégias de Pinault para o grupo PPR é agregar novas etiquetas de lifestyle esportivo e performance ao redor da Puma, formando assim um núcleo de “massa”. Ele procura por empresas médias, com identidade definida, que tenham potencial de internacionalização. Daí seu interesse pela Track & Field.

Mas ir às compras, em época de crise, não é uma questão de impulso. Em novembro do ano passado, Pinault anunciou que para se concentrar nas frentes de grifes de luxo – capitaneada pela Gucci -, e na de marcas esportivas – que vão gravitar em torno da Puma -, seria necessário vender suas operações de varejo: Fnac, Conforama e Redcats. A notícia foi uma bomba tão grande quanto o futebol apresentado pela França nessa Copa, ainda mais pela empresa estar listada na bolsa de Paris.

Pinault garante que a decisão foi tomada em 2005, o ano que assumiu como CEO do grupo – antes ele ocupava a mesma função apenas na Fnac. Diz que a venda da divisão de varejo não se deve ao desempenho insatisfatório das redes. “Elas têm se saído bem, apesar da crise.” (veja quadro) E que por isso não precisa correr para vender a Fnac, por exemplo. Tanto que vai continuar a esticar a rede no país. O braço brasileiro da operação vai melhor ainda, afirma ele, com a abertura da décima unidade no país, em Belo Horizonte.

Na sua primeira passagem pelo Brasil, passou dois dias em São Paulo. Dessa vez ficou três na capital paulista e partiria hoje do Rio. Turismo não entrou na programação. Mas Pinault conseguiu provar o cardápio do melhor restaurante no país, o DOM. Destaque para o aligot (purê de batata com queijo), preparado por Alex Atala. “É incrível”. Entre um café expresso duplo e garrafas de água Panna, que inclusive serviu à repórter, na anti-sala de sua suíte, no Fasano, ele concedeu a seguinte entrevista ao Valor.

Valor: O Brasil mudou muito desde que o sr. inaugurou a Fnac aqui em 1999?

Henri François-Pinault: Sim, não era como é hoje. Era com inflação alta, dificuldade de importar produtos via Miami. A questão da segurança era muito difícil. Nosso depósito ficava fora de São Paulo, então, havia roubo de caminhões. Foi difícil, mas decidimos ficar. Ainda era só uma loja, tínhamos planos de abrir uma e depois outra. Devagar, mas em definitivo. E hoje, temos 9 lojas e vamos abrir a décima em outubro em Belo Horizonte.

Valor: A Fnac vive um bom momento no Brasil?

Pinault: A boa notícia é que estamos aqui no momento certo, para aproveitar a oportunidade do enorme potencial do país. Há dez anos fazemos bons negócios no Brasil. A Fnac pode chegar entre 35 a 50 lojas no país. Não faremos isso imediatamente, precisamos achar os lugares. Temos que fazer isso do jeito certo.

Valor: Mas o senhor não anunciou que estava vendendo a Fnac?

Pinault: Sim. Mas é um tópico diferente. Mas deixa eu explicar a estratégia da PPR. Eu assumi a posição de CEO da PPR em 2005. Quando eu cheguei, fiz uma revisão de todos os negócios que tínhamos dentro da PPR para ver qual era o potencial e as ambições para os próximos 10 anos. Então, tínhamos a divisão de luxo, que estava começando a ir muito bem. E do outro lado, o que eu chamo de divisão de mercado de massa da PPR, naquela época, a Printemps, a Fnac, a Conforama, e Redcats. Se você quiser ser forte como varejista, você precisa ter uma posição muito forte no seu mercado doméstico. Isso é sempre verdade. Veja o WalMart, ele é muito poderoso nos EUA. E por isso é poderoso na Inglaterra. É uma condição, ser forte e ter a chance de expandir internacionalmente. É o nosso caso. Somos bem fortes na França com a Fnac, a Redcats e a Conforama. E a consequência é que, por volta de 65% do faturamento de €16,9 bilhões, ou seja €11 bilhões vêm do varejo. E €7 bilhões do faturamento total é na França. Então, o grupo tem um alto nível de dependência da economia francesa. É muito difícil ter crescer por causa do fato da França não crescer. A conclusão que eu tirei naquela época, e fiz uma proposta para o conselho de diretores da PPR, foi nos concentrarmos nas operações que nos dessem maior projeção internacional. A primeira manobra foi vender a Printemps, em 2006. Ao mesmo tempo, decidimos olhar para negócios que pudéssemos comprar para fazer essa transformação no grupo. Procuramos diferentes companhias. Em 2007, fizemos um acordo e assumimos o controle da Puma com uma oferta para a aquisição. Essa foi a chave para montar a divisão de mercado de massa. Vimos que o futuro seria construir um portfólio de vestuário e acessórios pelo lado do luxo, e de marcas esportivas e acessíveis a partir da Puma. Comecei a vender os negócios menos importantes que estavam no grupo. O primeiro foi a YSL Beauté, que licenciamos para a L’Óreal. E com o sucesso desta iniciativa, decidimos vender as operações de varejo – Fnac, Conforama e Redcats – para termos condições de fazer outras aquisições.

Valor: Mas então chegou a crise.

Pinault: No começo de julho de 2008, a crise financeira chegou. Não havia mais possibilidade de vender ou comprar companhias porque era impossível achar financiamento. Decidimos fazer uma pausa, e trabalhar, de meados de 2008 até abril de 2009 para reestruturar nossos negócios, trabalhar com os preços. Trabalhamos muito, até com a divisão de luxo e a Fnac, reestruturando e reorganizando, tentando atividades diferentes em todos os lugares. Atravessamos a crise até que muito bem, porque conseguimos manter a margem de lucro da PPR de 2009 em comparação com a de 2008, o que foi uma grande conquista. E foi dentro dessa estratégia que tomamos a decisão de vender, sem pressa, a Fnac, a Conforama e a Redcats. Mas isso foi anunciado publicamente só em novembro passado.

Valor: Mas se a estratégia era essa porque só anunciaram no ano passado?

Pinault: Porque quando você anuncia o que você vai fazer, existe muita pressão. Por isso não dissemos nada sobre isso em 2005, em 2006, em 2007 e em 2008. Vamos construir o grupo focando em vestuário e acessórios em dois segmentos, o de luxo e o de massa. Isso será feito com dois portfólios. Um que é o da Gucci, que já existe e podemos tornar mais forte no futuro. O outro com a Puma, que construiremos assim que pudermos vender em boas condições as operações de varejo. Então, é importante entender isso: não é que essas operações não sejam um bom negócio. São maravilhosas e muito lucrativas. É só por causa da estratégia assumida pelo grupo. Então, é por isso que a Fnac, como você perguntou, vai ser vendida. Não tenho nenhum problema com ela. A Fnac teve um ano incrível, está crescendo e é muito lucrativa. Tem um enorme potencial de crescimento, graças ao Brasil. O que não é o caso de nenhuma operação da Europa Ocidental . E no Brasil, a Fnac é prioridade máxima.

Valor: O que torna o Brasil estratégico para a Fnac?

Pinault: Temos uma operação muito forte aqui, numa economia que cresce, que é chave. Não temos nenhum concorrente da Europa nesse negócio. Dart não está aqui. Media Markt que é a número 1 na Europa em eletrônicos, não está no Brasil. Por termos essa vantagem é que devemos acelerar o processo aqui.

Valor: O senhor pretende abrir novas lojas no Brasil? De que marcas?

Pinault: Primeiro, o mercado de luxo é a principal prioridade e está crescendo nos países emergentes. Os consumidores estão cada vez mais comprando produtos de luxo. Se quisermos ter crescimento nos próximos 10, 15 anos temos que estar nesses países. Isso significa que estão no topo da nossa lista. O potencial do Brasil é incrível, mesmo com as dificuldades de importação. Mas basicamente, o que chamamos de nossas “global brands” que são a Gucci, YSL, Bottega Veneta e Balenciaga estarão no Brasil nos próximos meses .

Valor: Em poucos meses?

Pinault: Entre 12 e 18 meses, com certeza. Não há como não termos essas marcas aqui. Essas são as nossas grifes de âmbito mundial, têm a mesma estratégia. Claro que a Gucci está muito mais avançada do que as outras. As outras estão sendo abertas agora na China. A YSL foi aberta no ano passado. A Balenciaga também há 4 anos. Bottega há 3 anos. Então, estamos procurando lugares para essas lojas aqui no Brasil.

Valor: Então, a Gucci vai ser mais rápida do que as outras?

Pinault: Com a Gucci temos duas lojas. E planos para abrir mais. Vocês têm um bom potencial aqui. O fato é que precisamos ter cuidado por causa das taxas de importação. Se levarmos isso em consideração a diferença do preço daqui e dos EUA é muito grande. Se não houver uma mudança, os consumidores brasileiros terão que comprar no exterior. E se for assim, não há motivo para abrir 10, 15 lojas no país, que funcionariam só como showroom.

Valor: Nesse caso, as novas lojas serão operadas diretamente?

Pinault: Podemos ter parceiros. Mas o ideal para essas quatro marcas seria as lojas próprias. Mas, em cidades grandes, podemos ver se acharmos um bom parceiro, uma loja de departamentos, como nos EUA.

Valor: Não temos lojas de departamentos por aqui nesses moldes

Pinault: Não, mas eu ouvi que há alguns modelos que têm ambientes especiais, que proporcionam boa experiência de compras. É possível também uma parceria com shoppings como o Iguatemi que têm as licenças da Diane Von Furstenberg e do Christian Louboutin.

Valor: Mas sempre começando por São Paulo?

Pinault: Normalmente, sim. 70% dos nossos negócios estão aqui, então faz sentido.

Valor: E a próxima Gucci vai ser em São Paulo?

Pinault: Já temos duas lojas aqui. Uma no Iguatemi e outra na Villa Daslu. Então, a próxima não vai ser em São Paulo. Não sabemos onde ainda. Mas é bom ressaltar que mudamos o direcionamento da Gucci por aqui. No ano passado, o Brasil e a América Latina estavam sob a responsabilidade do time dos EUA. Então não tínhamos uma leitura correta do mercado. Agora mudamos isso. Estamos com um brasileiro responsável pelo Gucci Group no Brasil e na América Latina. O nome dele é Roberto Paz. E ele está com na Gucci há 20 anos. Talvez ele seja o melhor varejista que temos aqui nessa divisão. E ele conhece o Brasil, entende o que deve ser feito e onde. Foi por isso que vim aqui. Agora, estamos no lugar certo, e em forma para acelerar a expansão no país.

Valor: O sr. tem interesse em comprar alguma marca brasileira?

Pinault: Na frente de luxo não porque temos de expandir a rede já constituída. Mas no portfólio de massa queremos reunir ao redor da Puma marcas de lifestyle esportivo. Se encontrarmos alguma oportunidade que complemente o portfólio por que não? O Brasil tem marcas muito legais. O lifestyle brasileiro é muito significativo.

Valor: O sr. visitou a Track & Field. O que achou?

Pinault: É um conceito muito interessante em fitness.

MARÍLIA GABRIELA É A NOVA APRESENTADORA DO RODA VIVA

A partir de agosto, a jornalista passa a comandar o programa de entrevistas mais conceituado do país A jornalista Marília Gabriela é a nova apresentadora do programa Roda Viva, da TV Cultura. Marília acaba de assinar contrato com o vice-presidente de Conteúdo da emissora, Fernando Vieira de Mello. A estreia está prevista para agosto e a TV Cultura deve convidar uma personalidade de destaque para marcar o primeiro programa conduzido por Gabi.

Mario Queiroz lança bolsas masculinas

A marca de bolsas curitibana Delatia estreou sua linha masculina no dia 13 de junho, no São Paulo Fashion Week, durante o desfile do badalado estilista Mario Queiroz. Ele é quem passa a assinar a linha masculina da marca. Em Curitiba, o evento de lançamento aconteceu no dia 22, no charmoso Clube Concórdia.

Na passarela da SPFW, os modelos vestiram trajes em cores suaves sem grandes diferenças nos tons. Grandes camisas, malhas próximas ao corpo e decotadas, calças curtas com vinco, shorts e alfaiataria. Fios de algodão, seda e linho e malhas circulares e retilíneas, cambrais, telas leves e denim. Estampas de azulejaria e tapetes. Jóias de prata, ouro e rhodium. Tênis em lona e couro nos tons dos tecidos. Para acompanhar a proposta do desfile, “Delatia por Mario Queiroz” apostou em bolsas em tons terrosos.

São, ao todo, sete modelos de bolsas que estão a venda na loja de Mario Queiroz, em São Paulo e com os representantes da Delatia no Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Estados Unidos.

Sobre as bolsas:

A marrom escura

Bolsa Delatia por Mario Queiroz, em couro duro estilo pasta. Pode ser usada na lateral e transversal.
R$ 520,00

A marrom clara

Bolsa Delatia por Mario Queiroz, em couro mole estilo mochila. Pode ser usada na mão, costa e na lateral.
R$ 610,00

Onde encontrar:

Showroom Mario Queiroz
Al Franca, 1166 Jardim Paulista
São Paulo – SP Fone: 11-3062 3982

marcas de países

Accor quer dobrar rede hoteleira após separação da unidade de serviços

Em 29 de junho, foi aprovada pelos acionistas da Accor a separação da Accor Hospitality e da Accor Services, agora chamada Edenred. Por sua vez, a Accor Hospitality passa a se chamar apenas Accor e concentra o negócio de hotelaria do grupo, que conta com as marcas Sofitel, Pullman, Novotel, Mercure, ibis e Formule 1.

Na reunião, realizada em Paris, foi acertado que os acionistas da Accor receberão uma ação da Edenred para cada ação da Accor em sua posse. Será pago um dividendo em dinheiro de 1,05 euros por ação. Gilles Pélisson, CEO da Accor, afirma que “sente orgulho pela criação de dois grupos internacionais e líderes em seus segmentos”.

“A separação das operações permitirá que a Accor tenha um foco exclusivo em hotelaria, algo fundamental para mantermos nosso programa de expansão com qualidade nos serviços prestados”, afirma Roland de Bonadona, CEO da Accor para a América Latina. A empresa pretende chegar a cerca de 300 hotéis na região em 2015, praticamente dobrando sua presença – hoje, opera 160 hotéis. “Já temos contratos assinados para mais de 70 hotéis que estão atualmente em diversos níveis de implantação, desde os que têm somente o terreno até os que já estão quase prontos”.

O planejamento futuro da Accor na América Latina segue as diretrizes do plano estratégico global da empresa, denominado Ariane 2015 (em homenagem ao foguete espacial europeu de mesmo nome) baseando-se na visão de ser reconhecida como uma das três maiores empresas do mundo no segmento hoteleiro. A estratégia envolve a abertura de 40 mil apartamentos por ano, em todo o mundo, e também a possibilidade de aquisições regionais e/ou globais.

A consolidação do modelo de negócios hoteleiros está organizada da seguinte forma:

• Estratégia das marcas, analisadas por país e segmento de mercado;
• Fortalecimento da capacidade de relacionamento com clientes e distribuidores;
• Aplicação do modelo asset right, que significa manter a Accor em posição de investidor ou de arrendatário em hotéis selecionados;
• Disseminação do modelo de gestão por administração e franquias.

“Queremos consolidar nossa presença na América Latina, e teremos um aporte de 100 milhões de Euros para investimentos na região”, finaliza Bonadona.

Meio ambiente e sustentabilidade são tema do próximo Encontro Estadão & Cultura

 

Terceiro evento da série tem como foco o especial Planeta

Entre os dias 14 e 16 de julho, sempre às 12h30, o jornal O Estado de S. Paulo e a Livraria Cultura promovem a terceira série de eventos dos Encontros Estadão & Cultura. Ativistas, políticos e profissionais ligados à área debaterão sobre o meio ambiente e a sustentabilidade. Nesta edição, os debates terão como base o especial Planeta, do Estadão. O evento, gratuito e com vagas limitadas, será realizado na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2.073).

No dia 14 (quarta-feira), o debate “Comportamento verde – a etiqueta do século 21″ reunirá a analista de tendências da Mindset/WGSN, Ligia Krás, a arquiteta e ambientalista Marussia Whately e a psicóloga Beth Furtado. Sobre o tema “Lixo – como anda a coleta seletiva e a reciclagem em São Paulo”, no dia 15, os convidados serão o jornalista e editor do blog Isso não é normal, Denis Russo Bugierman e o presidente da Loga Logística Ambiental, Luiz Gonzaga Alves Pereira. Já no dia 16, o deputado federal pelo PCdoB e relator da Comissão Especial do Código Florestal, Aldo Rebelo, o ambientalista do Greenpeace, Rafael Cruz, e o jornalista e membro do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, Roberto Smeraldi, discutem sobre “Código florestal – reforma e polêmica”.

“Planeta tem como pautas assuntos ligados ao meio ambiente e à sustentabilidade, com informações sobre novas tecnologias verdes, formas de energia limpa, reciclagem, alimentação orgânica e comportamentos ambientalmente corretos. O evento levará personalidades do setor para debater com o público temas importantes abordados diariamente no Estadão”, explica Ilan Kow, editor-chefe de Publicações do jornal.
Sempre com a participação de personalidades renomadas, os Encontros Estadão & Cultura abordam assuntos frequentes na cobertura diária do jornal, com foco em um dos seus suplementos. As duas primeiras séries foram pautadas pelo caderno Link e pelo suplemento .edu.
Encontros Estadão & Cultura – Serviço:
Data: de 14 a 16 de julho, às 12h30
Local: Livraria Cultura do Conjunto Nacional – Avenida Paulista, 2.073
Entrada Franca – Vagas limitadas – Entrada por ordem de chegada

Pesquisa desvenda o que é o luxo para a classe média

 

O que é luxo para você? A APPM – Análise, Pesquisa e Planejamento de Mercado realizou, no mês de abril de 2010, uma pesquisa com os paulistanos da classe média alta para saber a resposta. Foram dois grupos qualitativos com homens e mulheres de 20 a 28 anos e de 30 a 50 anos de idade e 100 entrevistas quantitativas na Cidade de São Paulo, com pessoas com renda acima de dez salários mínimos.

Diversas possibilidades foram levantadas pelos entrevistados. Pelos resultados, o luxo pode ser analisado sob duas vertentes. Uma delas, mais explícita, mostra que o luxo está diretamente relacionado a gastos, custos altos e altos valores para comprar produtos e serviços. Outra vertente, mais subjetiva e filosófica, aposta em atitudes e escolhas, em estilo de vida. Em ambos os casos, luxo é ter liberdade de fazer o que quiser e ter acesso ao que se almeja. “Pessoalmente, cada participante se referiu a um aspecto que considera seu luxo, variando desde usar um cosmético importado de determinada marca ou gastar com massagens até assistir um show no exterior, ir a um restaurante caro, fazer uma viagem para um lugar exótico ou ter condições de estudar com o apoio dos pais”, afirma Rodrigo de Souza Queiroz, diretor de Comunicação e Marketing da APPM.

O conceito de luxo é variável – o que é luxo para uns não é para outros, e depende de desejos e desígnios, oportunidades e escolhas, o que não impede que ícones e símbolos de luxo sejam reconhecidos por todos. Como representantes inequívocos do que todos consideraram luxo, os participantes citaram carros importados, jóias, roupas, perfumes e algumas viagens.

Carros importados das marcas Ferrari, BMW, Porsche e Mercedes foram consideradas objetos de desejo. Destaque para Mercedes-Benz, que representou 24%, seguida pela Ferrari, com 19%.

Para as mulheres, perfumes e maquiagens são objetos cobiçados; muitas apontaram os gastos com produtos importados como seu luxo, afinal, elas preferem marcas de grife, alto valor e reconhecimento internacional. São cremes Lancôme, maquiagens Mac e Chanel e perfumes Chanel (19%), Giorgio Armani (6%) e Dolce & Gabbana (5%) os mais desejados.

Representantes do luxo, as marcas Louis Vuiton, Prada, Calvin Klein, Armani, Diesel, Dior e Lacoste foram as mais citadas pelos adultos. Já os jovens também citaram Zoomp, Cavaleira, Zara e algumas marcas alternativas da Rua Benedito Calixto, em São Paulo (SP). De maneira geral, entre as marcas mais lembradas pelos entrevistados estão Chanel, com 16%, Giorgio Armani, com 10%, e Prada, com 7%.

Sapatos e tênis foram citados como desejos constantes; especificamente para as mulheres, a quantidade de sapatos e bolsas vale mais do que exibir determinada marca. As etiquetas de sapatos mais luxuosas foram Prada e Gucci, com 5% cada. Já os tênis Nike, com 44%, são considerados os de marca mais luxuosa. Por outro lado, as jóias não despertam o interesse das mulheres, apesar de serem reconhecidas como itens de luxo

Em relação às compras de roupas de grife, a frase que mais se encaixa no pensamento dos paulistanos é “Não deixo de fazer compras no Brasil, mas aproveito para comprar em maior quantidade quando viajo para o exterior”, pelo menos para 63% dos entrevistados.
As viagens se destacam no Mundo do Luxo. Escolher lugares menos convencionais, fazer passeios diferentes e ter tempo e dinheiro para gastar fora do País são prioridades para os entrevistados. Lugares como Ilhas Fidji, Taiti, Indonésia, Dubai, Riviera Francesa, Ilhas Gregas e Escandinávia são cobiçados. Para todos, o mais importante é a possibilidade de fazer uma viagem interessante e viver novas experiências. Para os mais jovens, viajar no estilo “mochilão” foi considerado tão luxuoso quanto viajar de maneira mais convencional, pois significa uma escolha pela aventura.

Nos últimos 12 meses, 68% dos entrevistados viajaram para o exterior. Os destinos mais escolhidos pelos entrevistados foram Estados Unidos e Buenos Aires, com 13% cada.

A boa gastronomia foi considerada tão simbólica quanto uma viagem. É luxo poder freqüentar bons restaurantes, como Dom, Jun, Antiquárius, Fasano, Sky, Fogo de Chão, Figueira Rubayat, Gero, Alfama e os da Rua Amauri.

 Questionados sobre a Cidade de São Paulo, os entrevistados a  compararam a Nova York: um lugar onde se encontra tudo, em qualquer horário – uma cidade onde a diversidade é a marca registrada! Para os dois grupos, São Paulo é uma cidade onde o luxo está atrelado ao poder financeiro, tanto quanto às oportunidades existentes quanto às possibilidades advindas da sua diversidade.

 Para a pergunta “Na sua opinião, o que São Paulo possui de bom e que é comparável às cidades mais chiques do mundo em primeiro, segundo e terceiro lugar?”, 69% responderam que são os restaurantes/gastronomia gastronomia e 21% o comércio.

Erro de marketing…Alguém vai rodar!

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BNDES ProCopa Turismo é apresentada ao FOHB

O secretário-executivo do Ministério do Turismo (MTur), Mário Moysés, participou nesta quinta-feira (24), em São Paulo (SP), da reunião ordinária bimestral da diretoria do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB). O objetivo foi apresentar a linha de crédito BNDES ProCopa Turismo, no valor de R$ 1 bilhão, aos representantes de 27 redes hoteleiras nacionais e internacionais, que compõem o fórum.

Segundo Moysés, o evento foi bastante positivo. “O sentimento e participação dos presentes, bem como as consultas ao BNDES, mostram que a linha vai desempenhar papel importante na renovação e modernização do parque hoteleiro brasileiro”, ressaltou Moysés.

A linha de crédito, articulada pelo MTur junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), é voltada para reforma, ampliação e construção de novos hotéis, tendo em vista a Copa de 2014. Com taxas de juros diferenciadas e prazos alongados, a BNDES ProCopa Turismo faz parte do pacote de ações do governo federal para preparar o país para o mundial.

Durante o evento, o gerente do Departamento de Cultura, Entretenimento e Turismo do BNDES, Marcus Vinícius Alves, apresentou as condições da linha de crédito. Entre os pontos destacados, conforme interesse dos dirigentes do fórum, estão as formas de acesso à linha, os prazos de análise do projeto, a análise de risco das empresas, a avaliação das garantias e as certificações no Programa de Eficiência Energética nas Edificações e no Sistema de Gestão da Sustentabilidade para Meios de Hospedagem.

O FOHB tem representatividade nas 12 cidades-sede do mundial, e as redes que o compõem são responsáveis pela operação de mais de 500 hotéis.

O evento contou com a participação da diretoria do FOHB e representantes do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e da Centrais Elétricas Brasileiras S.A (Eletrobrás).

Selected Works apresenta compilação de obras de Keith Haring

A partir de 31 de julho, a Litmedia Productions apresenta a exposição KEITH HARING – Selected Works, com 94 obras de Keith Haring (1958-1990) nunca vistas no Brasil. Sua obra que tanto influencia a arte urbana atual fica em cartaz até 5 de setembro, na Caixa Cultural São Paulo. Depois, segue para o Rio de Janeiro de 28 de setembro a 14 de novembro, na Caixa Cultural Rio de Janeiro.

Com expectativa de receber cerca de 30 mil pessoas por cidade, Selected Works revela a obra do artista ícone da cultura underground da Nova Iorque dos anos 80 por meio de 55 serigrafias, 9 gravuras, 29 litografias e 1 xilogravura.

A exposição percorre dois estados sob comando da produtora e curadora americana Sharon Battat, da Litmedia Productions, responsável por projetos relacionados à arte, moda e publicidade.  “Selecionamos trabalhos do Keith Haring que nunca foram vistos aqui e que tem uma estreita ligação com o Brasil, além de artigos pessoais como seu passaporte, skates desenvolvidos por ele, fotos e vídeos pessoais do artista no Brasil e até seus pares de tênis”, detalha Battat. Além de sua participação na a Bienal de São Paulo de 1983, Haring esteve no Brasil em diversas ocasiões – principalmente na casa de seu amigo e artista Kenny Scharf, que possui uma casa em Ilhéus (BA). Haverá ainda a exibição de dois documentários na exposiçã! o sendo eles “The Universe of Keith Haring” (direção de Chistina Clausen) e “Drawing the line” (direção de Elisabeth Aubert).

Há chance de a exposição chegar a outras cidades, principalmente em Salvador, onde existem dois raros painéis de Haring – um deles necessita de restauro, plano que consta do programa da exposição.
A Litmedia Productions também busca parceiros para viabilizar uma série de workshops de pinturas e desenhos para crianças com artistas locais e amigos de Keith como Kenny Scharf, assim como palestrantes convidados. Haring elaborou muitos murais públicos em prol dos direitos civis, caridade, hospitais, creches e orfanatos. Em 1989, foi diagnosticado com HIV e fundou a Keith Haring Foundation no ano seguinte para apoiar campanhas de prevenção do HIV e programas infantis. “Estamos organizando programas educacionais sobre prevenção do HIV em parceria com a ABIA (Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS) e APTA (Associação para Prevenção e Tratamento da Aids), além de outras instituições”, adianta Sharon.