Em 29 de junho, foi aprovada pelos acionistas da Accor a separação da Accor Hospitality e da Accor Services, agora chamada Edenred. Por sua vez, a Accor Hospitality passa a se chamar apenas Accor e concentra o negócio de hotelaria do grupo, que conta com as marcas Sofitel, Pullman, Novotel, Mercure, ibis e Formule 1.
Na reunião, realizada em Paris, foi acertado que os acionistas da Accor receberão uma ação da Edenred para cada ação da Accor em sua posse. Será pago um dividendo em dinheiro de 1,05 euros por ação. Gilles Pélisson, CEO da Accor, afirma que “sente orgulho pela criação de dois grupos internacionais e líderes em seus segmentos”.
“A separação das operações permitirá que a Accor tenha um foco exclusivo em hotelaria, algo fundamental para mantermos nosso programa de expansão com qualidade nos serviços prestados”, afirma Roland de Bonadona, CEO da Accor para a América Latina. A empresa pretende chegar a cerca de 300 hotéis na região em 2015, praticamente dobrando sua presença – hoje, opera 160 hotéis. “Já temos contratos assinados para mais de 70 hotéis que estão atualmente em diversos níveis de implantação, desde os que têm somente o terreno até os que já estão quase prontos”.
O planejamento futuro da Accor na América Latina segue as diretrizes do plano estratégico global da empresa, denominado Ariane 2015 (em homenagem ao foguete espacial europeu de mesmo nome) baseando-se na visão de ser reconhecida como uma das três maiores empresas do mundo no segmento hoteleiro. A estratégia envolve a abertura de 40 mil apartamentos por ano, em todo o mundo, e também a possibilidade de aquisições regionais e/ou globais.
A consolidação do modelo de negócios hoteleiros está organizada da seguinte forma:
• Estratégia das marcas, analisadas por país e segmento de mercado;
• Fortalecimento da capacidade de relacionamento com clientes e distribuidores;
• Aplicação do modelo asset right, que significa manter a Accor em posição de investidor ou de arrendatário em hotéis selecionados;
• Disseminação do modelo de gestão por administração e franquias.
“Queremos consolidar nossa presença na América Latina, e teremos um aporte de 100 milhões de Euros para investimentos na região”, finaliza Bonadona.
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