Texto interessante sobre gestão de marca

Um texto interessante sobre branding, publicado n´O Estado de S.Paulo, em 12 de julho de 2010. Não canso de falar que criar uma marca é assunto sério e comunicá-la é fator decisivo no sucesso da organização.

Gestão de marca ajuda empresa a se posicionar

Quase sempre ignorada no início do negócio, a gestão de marca auxilia empreendedor a definir como sua empresa será vista pelos clientes Naiana Oscar – O Estado de S.Paulo Foi num passeio de bicicleta entre São Paulo e Caraguatatuba, no litoral, que um grupo de dentistas concebeu a logomarca da clínica odontológica Sorridents – hoje uma das maiores da América Latina, com uma rede de 160 franquias e faturamento que já ultrapassa os R$ 100 milhões. Numa das paradas, um dos ciclistas – o que tinha mais habilidades artísticas – sacou lápis e caneta e desenhou o nome da empresa, com letras gorduchas, coloridas, uma escova de dentes no meio da palavra e um castor ao lado, de mascote. Ao fim do processo criativo, o grupo seguiu viagem. Simples assim. Por sete anos, essa foi a imagem estampada nas fachadas e propagandas da empresa: era uma logomarca simpática, mas pouco eficiente. Uma pesquisa com pedestres que passavam em frente aos prédios ou tinham contato com algum material de divulgação da clínica mostrou que alguns deles achavam que o consultório atendia apenas crianças. Outros chegaram a associar o local a um buffet infantil ou a uma pré-escola, quando na verdade um dos maiores diferenciais da clínica era ter atendimento completo, para todas as idades. “Com certeza chegamos até a perder clientes por causa disso”, admite Kleber Soares, um dos sócios da Sorridents. Esses inconvenientes poderiam ter sido evitados se a empresa tivesse investido desde o início em branding, o nome em inglês para gestão de marcas. “Os empreendedores costumam ignorar esses detalhes no início do negócio, dando prioridade a outras necessidades”, diz Hélio Moreira, diretor da New Growing Branding & Design. Outro problema, segundo ele, é que os empresários associam marca à publicidade e propaganda, quando o branding é, na verdade, uma etapa anterior. Foi a empresa dele que fez a gestão de marcas da Sorridents dois anos atrás. Moreira e sua equipe só não conseguiram mudar a apresentação colorida da empresa – uma exigência dos donos -, mas tiraram o castor e a escova de dentes. Metas e valores. É com a ajuda de profissionais especializados em gestão de marca que a empresa pode definir a logomarca e a forma como vai se mostrar ao mercado. Mas criar esse símbolo não é tudo. A primeira etapa do processo é definir como a empresa quer ser vista, quais suas metas, seus valores, seu posicionamento. Depois, é preciso transmitir essas ideias aos funcionários e aos clientes. “O comportamento do vendedor, o ambiente da empresa, as embalagens do produto, tudo é branding”, afirma Marcia Auriani, coordenadora do MBA em Gestão de Marcas da Universidade Anhembi Morumbi. Formado em administração e com dois sócios com experiência em marketing, o empresário Ricardo Costa, de 30 anos, sabia que teria de reservar uma parcela considerável do capital inicial de sua empresa recém-criada para aplicar em branding. Antes mesmo de abrir a primeira unidade da rede Dona Vitamina – um fast-food de comida natural – investiu 25% em projeto arquitetônico e marca. O primeiro quiosque começou a funcionar há 15 dias, dentro de uma das unidades de hortifrúti de sua família, no bairro de Pinheiros. A ideia era criar em São Paulo pontos parecidos com os quiosques de suco do Rio de Janeiro. “Os sócios queriam desenvolver o conceito de alimentação saudável de forma arrojada, com humor”, conta Leo Spigariol, da Laika Design. “Criamos uma personagem para a Dona Vitamina e a comunicação foi feita com cores pasteis, ar meio retrô e um toldo de feira.” Cada um desses itens tem um significado e uma função. O toldo, por exemplo, remete a uma época em que a “comida era de verdade”, diz Costa. DUAS RAZÕES PARA… Investir desde o começo em gestão de marca 1. Ter uma marca consistente, que expressa com eficiência a identidade da empresa, facilita a comunicação com o cliente. Aumentam as chances de ele lembrar da empresa e se tornar um consumidor fiel. 2. A marca é também um patrimônio da empresa, com valor tangível. Desenvolvê-la de forma profissional é um investimento.

A saga do facebook

Já está no ar o trailer do filme que relata como surgiu o mais importante site de relacionamentos do planeta.
Quero ver logo!

Novo manual de etiqueta

 

• Todos são capazes de trabalhar e produzir algo útil, inclusive você.
• Uma promessa existe para ser cumprida.
• Leia, leia, leia. Você aprenderá mais do que possa imaginar.
• Tudo que é feito com dedicação deve ser valorizado.
• Quando algum conhecido seu estiver internado, vá visitá-lo. Talvez ele nunca volte para casa.
• Não perca de vista as antigas amizades.
• Não sabemos se estaremos vivos amanhã. Todos os dias faça algo de que realmente goste.
• Tenha entusiasmo para viver.
• Quando precisar fazer um discurso, por favor, seja breve.
• Pense na pessoa que você mais admira. Nem ela é perfeita.
• Não olhe suas imperfeições com uma lupa.
• Em meio a deveres e obrigações, dê uma brecha para a diversão.
• Problemas familiares devem ficar dentro da família a qualquer custo. Aquele seu amigo pode ser seu inimigo amanhã.
• Você também merece ser recompensado: compre um presente para você.
• Quando errar, tenha coragem de reconhecer.
• Use uma foto como marcador de páginas.
• Monte uma biblioteca para sua família. Dê sempre livros de presente.
• A pontualidade é mais importante do que você imagina.
• Quando fizer algo, se entregue inteiramente a esta tarefa.
• Seja importante, não necessariamente insubstituível.
• Nunca, jamais fale mal de sua própria família. Sua raiva passará porque é sua família, mas seu confidente passará a ter ressentimentos contra seus familiares.
• Quando falar algo, seja coerente nas palavras e em seus gestos.
• Elogie sinceramente quem você ama.
• Não gaste seu tempo criticando os outros ou a si mesmo.
• Ninguém lê seus pensamentos – por isso diga o que você pensa.
• Para não se decepcionar, nunca espere que os outros atendam todas suas expectativas.
• Você não precisa liderar sempre. Os outros se acostumarão em depender sempre de você.
• Numa discussão seja o primeiro a abaixar o tom de voz.
• Os pais não precisam ser perfeitos. Acompanhe seus filhos dentro de seus próprios limites.
• Comece o seu dia fazendo as coisas mais importantes. Mesmo que não consiga fazer tudo que planejou, pelo menos chegará ao final do dia com as coisas mais importantes feitas.
• Exercite-se, você merece e seu corpo agradece.
• Tenha iniciativa de fazer as coisas acontecerem.
• Dê um tempo para as reclamações e cobranças.
• Não seja tão insistente. Paciência sempre tem um limite.
• Invista seu tempo em algum tipo de leitura. O retorno é garantido.
• Respeite seus limites.
• Pense também a longo prazo.
• A culpa deve ser resolvida e anulada.
• Economize: gaste sempre bem menos do que realmente pode.
• Nem sempre o popular é o mais correto.
• Sócios devem ser fortes naquilo em que você é fraco.
• Nunca diga: “Sei o que você está sentindo”. A dor é pessoal, – você nunca estará sentindo a mesma coisa.

Apresentação do logo da Copa do Mundo Brasil 2014

10 RAZÕES PARA VISITAR ST. MAARTEN

 

Com a inauguração do vôo direto São Paulo-Manaus-St. Maarten pela Gol Linhas Aéreas, ficou mais fácil e mais rápido visitar o destino. Sem a necessidade de visto, o turista chega à ilha portando apenas o passaporte. E rapidamente é surpreendido por um Caribe que vai muito além do esperado céu e mar azul turquesa. Por esse motivo, espera-se um crescimento de até 50% na demanda de turismo, que já registrou um aumento de turistas brasileiros de 23% em relação ao ano de 2009. A elevação percentual se deve, especialmente, à promoção que o Escritório de Turismo de St. Maarten tem realizado no Brasil para fortalecer a marca e mostrar porque este é um destino que as pessoas visitam mais de uma vez.

Veja abaixo, dez razões entre milhares de boas razões, para visitar a St. Maarten.

1) Uma ilha, dois destinos e … mais de 450 restaurantes. Isso mesmo. Esta é a menor ilha do mundo dividida em duas nações soberanas. Metade Holandesa (St. Maarten), metade francesa (St. Martin), são 92km2 com 37 praias belíssimas e um território onde se reúnem mais de 450 restaurantes. Não à toa, é chamada “A Capital Gastronômica do Caribe”. Afinal, aqui é possível comer de sushi à comida kosher, durante um ano inteiro, sem repetir restaurante. As opções não são apenas muito variadas, como também estreladas. Não deixe de conferir dos restaurantes The Rare (www.daretoberare.com) ou Temptation (www.nouveaucaribbean.com). E não importa se sua praia é massa ou carne. A maestria do Chef Dino – único Chef caribenho convidado a cozinhar na James Beard House – certamente vai te surpreender. Uma única refeição já é capaz de transformar sua viagem em uma verdadeira experiência gastronômica. E para os baladeiros de plantão, é impossível resistir a um petisco estiloso antes de cair na noite. Boa dica é visitar o recém-inaugurado Bamboo Bernies. Localizado no complexo do Sonesta Maho Beach Resort, o restaurante é todo tematizado a partir do zen oriental, abusando dos budas e vermelhos na decoração. No menu, o melhor da comida asiática em pratos que vão dos apetitosos sashimis, chegando à inusitados blends das tradicionas samosas indianas com um toque picante da culinária tailandesa.

2) Baladas e cassinos à beira mar para fechar a noite Esqueça os inferninhos apertados das grandes cidades e se jogue na pista… ao ar livre. A Bliss, uma das casas norturnas mais procuradas de St. Maarten, fica localizada dentro do The Caravanserai Beach Resort, no Maho. Ambienta à La Miami Beach, o principal atrativo da casa é mesmo sua pista com telão a céu aberto, do ladinho da paradisíaca praia do Maho. Fora isso, a pool area e as cabanas tropicais são um charme extra para quem não dispensa um flerte. Já o Tantra, é uma atração noturna indispensável. Aberta recentemente no complexo Sonesta Maho Beach Resort & Casino, é a maior casa noturna do leste caribenho. Com atmosfera luxuosa inspirada no zen asiático, é uma excelente adição ao pós-jantar no Bamboo Bernies. Para fechar a noite, que tal umas apostas no Casino Royale? Este é o maior dentre todos os cassinos presentes na ilha e fica no complexo do Maho, ao lado de diversas baladas e restaurantes.

3) Tudo é possível Cavalgadas romântica à beira mar? Alugar um quadriciclo para percorrer praias quase intocadas? Mergulho de manhã, kitesurfing à tarde e brinde de champanhe num barco ao pôr-do-sol? Ou talvez andar de segway no Boardwalk? Em St. Maarten é possível alugar praticamente qualquer embarcação marítima ou terrestre para tornar realidade sua viagem ideal. Percorrer trilhas à pé, passando por aluguel de bicicleta ou de um simples snorkel, dá até para curtir uma romântica viagem à dois num conversível, pela estrada entremeada de borboletas que liga o lado holandês ao francês. Além disso, a própria flexibilidade da ilha, permite que este seja um destino ideal tanto para casais em lua de mel quanto para pais com filhos pequenos que demandam todo conforto e segurança dos resorts, combinados com diversão em família. E por que, não? Uma ilha para adolescentes baladeiros viverem momentos incríveis e românticos incuráveis encontrarem seu grande amor! Aqui é tudo é possível. Dá até mesmo para se sentir um hábil campeão da America´s Cup sem saber absolutamente nada sobre barcos…

4) Sinta-se um velejador profissional O 12-Meter-Challenge é uma simulação da America´s Cup – competição mundial que reúne os maiores velejadores do planeta. A simulação da regata prevê um trabalho de cooperação, no qual as equipes ficam encarregadas das mais diversas tarefas, desde subir as velas e puxar cordas até às mais leves, como cronometrar o tempo de corrida. Cada barco elege seu líder e com a ajuda e instruções da experiente equipe do 12-Metre-Challenge é possível se sentir em uma competição de verdade! O passeio é repleto de adrenalina e conta, inclusive, com juiz e celebração dos vencedores ao final, espelhando as competições originais. O mais interessante é que apesar de simular o percurso nas embarcações oficiais utilizadas nas corridas, não é preciso nenhuma experiência anterior para aproveitar o passeio.

5) St. Maarten tem o único SPA Dior do Caribe Depois de uma noite sensacional ou de um dia repleto de esportes radicais, existe sempre uma forma luxuosa de se curar da ressaca. E você pode fazê-lo, no único SPA Dior do Caribe. Localizado no suntuoso resort The Cliff, a renomada marca francesa oferece sofisticação, aliada a tratamentos de ponta com vista para o mar. Entre as opções disponíveis, encontram-se hidroterapia, massagens relaxantes e rejuvenescedoras, além de serviços do Dior Beauty Institute. Mas você ainda pode escolher ter um tratamento de estrela de cinema no Hibiscus SPA. Localizado no requintado The Westin Resort, em Dawn Beach – também conhecido por hospedar celebridades – o SPA é uma continuação do sofisticado serviço de hospedagem do hotel. O Hibiscus promete tratar seus clientes da cabeça aos pés, literalmente. Com massagens de escalpo até reflexologia, promove tratamento aromático com produtos Vichy, pacotes especiais para adolescentes, exercícios faciais especialmente voltados para a clientela masculina e até um tratamento para o contorno dos olhos… Caso a sua noite tenha sido intensa demais.

6) Uma ilha inteira totalmente livre de impostos “Shop ´Til You Drop”. Para quem já ouviu essa expressão em destinos tradicionais de compras, nem imagina que um paraíso caribenho seja também um verdadeiro duty free a céu aberto. Repleta de marcas renomadas como Bvlgari, Dior, La Perla, entre outras, a ilha inteira é livre de impostos. E entre jóias com preços realmente competitivos, eletrônicos, bebidas, perfumes e outros produtos desejados, é possível se perder em possibilidades. Além disso, o dólar é amplamente aceito, embora o florin seja considerado a moeda oficial. E do lado francês também é possível encontrar estabelecimentos que operem tanto em euro quanto em dólar.

7) Guavaberry Em meio a tantas compras, sua viagem não estaria completa sem visitar o Guavaberry Emporium. A loja, que vende a bebida feita a partir do fruto Guavaberry é uma exclusividade da região e faz parte da própria História da ilha. Cultivada há séculos em residências privadas para consumo das famílias e amigos locais, o licor é feito a partir de rum envelhecido em carvalho, cana de açúcar e o guavaberry encontrado nas colinas. Com um sabor agridoce frutado e apimentado ao mesmo tempo, o licor agrada a muitos paladares e a partir dele é possível preparar inúmeros drinks que se tornam febre dos turistas tão logo experimentam: Guavaberry Colada, Rum Punch, San Martini, entre outras. Na loja é possível degustar as variações, como Fine Vintage, 5 Year Old, o Oak Aged Republic Rum Sint Maarten Vaanilla Rum Liqueur e o Old Oranjestad Orange & Guavaberry Rum Liqueur. Além disso, não deixe de adquirir temperos creoles locais e o BBQ Sauce da ilha para levar para casa e tentar prolongar o gostinho da culinária de St. Maarten.

8) Casar em aqui é um espetáculo à parte. Pense em um casamento ideal com praia de fundo, um pôr-do-sol impecável e aquele cenário de filme que toda noiva adora. Em St. Maarten, os noivos têm infinitas opções e todas elas vêm com cenários absolutamente incríveis! Além disso, contam com toda a estrutura dos resorts, que possuem pacotes com cerimonial, locações onde o mar e o pôr-dos-sol se fazem de um belos coadjuvantes. Isso sem contatr atrações à parte, que incluem cavalgadas à beira mar, visita à praias praticamente intocadas e muitas opções em lazer à dois mais do que perfeitas.

9) Porque é um hub para as ilhas vizinhas. . Que você pode visitar e retornar no mesmo dia. Fica próximo à Saba, que é vulcânica e de tão cristalina é ideal para mergulho e caminhada. E a menos de uma hora de St. Barths, famoso reduto de ricos, famosos e hollywoodianos. Além de ficar estar próxima também de Anguilla, conhecida por seus resorts de luxo para casais em lua de mel. Por meio do Water Taxi ou mesmo do aeroporto no Maho é possível pegar transporte para destinos vizinhos e descobrir que ao adquirir um pacote para St. Maarten sua viagem se desdobra em opções ilimitadas.

10) Porque o aeroporto é uma diversão à parte. Chegar ou partir de St. Maarten seria uma mera formalidade, se não fosse pela combinação incrível entre a natureza e o espetáculo dos aviões chegando. Famosos por pousarem muito próximos à praia, aqui é um dos poucos lugares do mundo aonde as boas vindas já começam de forma tão cinematográfica quanto o destino. Os vôos diretos da Gol para St. Maarten saem todos os sábados no aeroporto de Guarulhos em São Paulo às 14:40, com escala técnica em Manaus, e chega à St. Maarten às 21:30. No retorno, o vôo sai de às 00:10 e a após escala técnica em Manaus, chega à São Paulo às 08:35.

Deu no Valor: Balenciaga, YSL e Bottega Veneta vêm aí

Deu hoje no Valor! Leia a entrevista feita pela super Angela Klinke com Henir-François Pinault.

O bilionário francês Henri-François Pinault podia ser visto ontem no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, torcendo pela Espanha. Um entusiasta do futebol, ele atrasou o embarque para o Rio só para acompanhar a semifinal contra a Alemanha. “Quando a França ganhou a Copa em 1998, a vitória trouxe uma onda de otimismo para a economia. Então, como sou latino e tenho muitos negócios na Espanha, torço por eles. Minha mulher é mexicana, acabo pendendo mais para eles ainda”, brincou. Sua vibração pela vitoriosa Fúria, contudo, não chegou aos pés de sua expectativa com os times africanos ou com o Uruguai – todos usando uniformes coladinhos Puma, uma de suas marcas.

Aos 48 anos, Pinault é dono de uma das maiores fortunas da França. É chairman e CEO do grupo PPR (Pinault-Printemps-Redoute), um conglomerado que faturou €16, 9 bilhões em 2009 e envolve operações de varejo como Fnac, Conforama e Redcats; grifes de luxo como Gucci, Balenciaga, Bottega Veneta e Yves Saint Laurent, entre outras; e a marca esportiva Puma. Não bastasse o brilho dessas bandeiras, Pinault agregou mais uma estrela ao seu universo ao casar oficialmente, no ano passado, com a atriz Salma Hayek, mãe da caçula de seus três filhos, Valentina Paloma.

E o moço, claro, ainda tem berço. Seu pai, François Pinault, é dono da holding Artemis que, entre outros negócios, tem a casa de leilões Christie’s e o ícone de Bordeaux, Château Latour. Como a família é da região da Bretanha, pai e filho são muito empenhados em ações locais. O que se estende, é claro, ao futebol. Henri-François é o responsável pelo Rennes, clube da primeira divisão do campeonato francês, e onde Luis Fabiano estreou na Europa.

Há dez anos ele não vinha ao Brasil. A última vez foi em 1999 quando veio inaugurar a primeira Fnac no Brasil. Comprou o que era então uma operação de varejo da editora Ática, no bairro de Pinheiros, em São Paulo, uma loja “totalmente inspirada” na Fnac, e que acabou por se converter na bandeira francesa.

Pinault está de volta agora para investigar o mercado nacional, atraído pelo “boom” da economia nacional. Procura endereços em São Paulo para abrir num prazo de 12 a 18 meses lojas das grifes Balenciaga, Yves Saint Laurent e Bottega Veneta. Num prazo ainda mais curto, quer mais uma Gucci, mas ainda sem cidade definida – tem uma no shopping Iguatemi e outra na Villa Daslu.

Em busca dos melhores pontos, ele encontrou-se com Carlos Jereissati do grupo Iguatemi e, como estava hospedado no hotel Fasano, foi dar uma volta na rua Oscar Freire, que fica próxima. Seu braço direito Robert Polet foi ao shopping Cidade Jardim, do grupo JHSF. No processo de desenvolvimento internacional do PPR, os países emergentes são a “chave”. As nações de novos ricos responderam por 39% das vendas do grupo Gucci neste primeiro trimestre, onde concentram 157 de suas 615 lojas próprias das grifes de luxo.

Para chegar mais próximo de um diagnóstico do país, Pinault teve encontros com outros empresários como Eliana Tranchesi, da Daslu, além de consultores especializados, entre eles, os da McKinsey. A agenda carioca de hoje incluía Oskar Metsavaht, da Osklen, e Roberto Stern, da H.Stern. Fez uma visita especial a Track & Field, marca esportiva nacional. Uma das estratégias de Pinault para o grupo PPR é agregar novas etiquetas de lifestyle esportivo e performance ao redor da Puma, formando assim um núcleo de “massa”. Ele procura por empresas médias, com identidade definida, que tenham potencial de internacionalização. Daí seu interesse pela Track & Field.

Mas ir às compras, em época de crise, não é uma questão de impulso. Em novembro do ano passado, Pinault anunciou que para se concentrar nas frentes de grifes de luxo – capitaneada pela Gucci -, e na de marcas esportivas – que vão gravitar em torno da Puma -, seria necessário vender suas operações de varejo: Fnac, Conforama e Redcats. A notícia foi uma bomba tão grande quanto o futebol apresentado pela França nessa Copa, ainda mais pela empresa estar listada na bolsa de Paris.

Pinault garante que a decisão foi tomada em 2005, o ano que assumiu como CEO do grupo – antes ele ocupava a mesma função apenas na Fnac. Diz que a venda da divisão de varejo não se deve ao desempenho insatisfatório das redes. “Elas têm se saído bem, apesar da crise.” (veja quadro) E que por isso não precisa correr para vender a Fnac, por exemplo. Tanto que vai continuar a esticar a rede no país. O braço brasileiro da operação vai melhor ainda, afirma ele, com a abertura da décima unidade no país, em Belo Horizonte.

Na sua primeira passagem pelo Brasil, passou dois dias em São Paulo. Dessa vez ficou três na capital paulista e partiria hoje do Rio. Turismo não entrou na programação. Mas Pinault conseguiu provar o cardápio do melhor restaurante no país, o DOM. Destaque para o aligot (purê de batata com queijo), preparado por Alex Atala. “É incrível”. Entre um café expresso duplo e garrafas de água Panna, que inclusive serviu à repórter, na anti-sala de sua suíte, no Fasano, ele concedeu a seguinte entrevista ao Valor.

Valor: O Brasil mudou muito desde que o sr. inaugurou a Fnac aqui em 1999?

Henri François-Pinault: Sim, não era como é hoje. Era com inflação alta, dificuldade de importar produtos via Miami. A questão da segurança era muito difícil. Nosso depósito ficava fora de São Paulo, então, havia roubo de caminhões. Foi difícil, mas decidimos ficar. Ainda era só uma loja, tínhamos planos de abrir uma e depois outra. Devagar, mas em definitivo. E hoje, temos 9 lojas e vamos abrir a décima em outubro em Belo Horizonte.

Valor: A Fnac vive um bom momento no Brasil?

Pinault: A boa notícia é que estamos aqui no momento certo, para aproveitar a oportunidade do enorme potencial do país. Há dez anos fazemos bons negócios no Brasil. A Fnac pode chegar entre 35 a 50 lojas no país. Não faremos isso imediatamente, precisamos achar os lugares. Temos que fazer isso do jeito certo.

Valor: Mas o senhor não anunciou que estava vendendo a Fnac?

Pinault: Sim. Mas é um tópico diferente. Mas deixa eu explicar a estratégia da PPR. Eu assumi a posição de CEO da PPR em 2005. Quando eu cheguei, fiz uma revisão de todos os negócios que tínhamos dentro da PPR para ver qual era o potencial e as ambições para os próximos 10 anos. Então, tínhamos a divisão de luxo, que estava começando a ir muito bem. E do outro lado, o que eu chamo de divisão de mercado de massa da PPR, naquela época, a Printemps, a Fnac, a Conforama, e Redcats. Se você quiser ser forte como varejista, você precisa ter uma posição muito forte no seu mercado doméstico. Isso é sempre verdade. Veja o WalMart, ele é muito poderoso nos EUA. E por isso é poderoso na Inglaterra. É uma condição, ser forte e ter a chance de expandir internacionalmente. É o nosso caso. Somos bem fortes na França com a Fnac, a Redcats e a Conforama. E a consequência é que, por volta de 65% do faturamento de €16,9 bilhões, ou seja €11 bilhões vêm do varejo. E €7 bilhões do faturamento total é na França. Então, o grupo tem um alto nível de dependência da economia francesa. É muito difícil ter crescer por causa do fato da França não crescer. A conclusão que eu tirei naquela época, e fiz uma proposta para o conselho de diretores da PPR, foi nos concentrarmos nas operações que nos dessem maior projeção internacional. A primeira manobra foi vender a Printemps, em 2006. Ao mesmo tempo, decidimos olhar para negócios que pudéssemos comprar para fazer essa transformação no grupo. Procuramos diferentes companhias. Em 2007, fizemos um acordo e assumimos o controle da Puma com uma oferta para a aquisição. Essa foi a chave para montar a divisão de mercado de massa. Vimos que o futuro seria construir um portfólio de vestuário e acessórios pelo lado do luxo, e de marcas esportivas e acessíveis a partir da Puma. Comecei a vender os negócios menos importantes que estavam no grupo. O primeiro foi a YSL Beauté, que licenciamos para a L’Óreal. E com o sucesso desta iniciativa, decidimos vender as operações de varejo – Fnac, Conforama e Redcats – para termos condições de fazer outras aquisições.

Valor: Mas então chegou a crise.

Pinault: No começo de julho de 2008, a crise financeira chegou. Não havia mais possibilidade de vender ou comprar companhias porque era impossível achar financiamento. Decidimos fazer uma pausa, e trabalhar, de meados de 2008 até abril de 2009 para reestruturar nossos negócios, trabalhar com os preços. Trabalhamos muito, até com a divisão de luxo e a Fnac, reestruturando e reorganizando, tentando atividades diferentes em todos os lugares. Atravessamos a crise até que muito bem, porque conseguimos manter a margem de lucro da PPR de 2009 em comparação com a de 2008, o que foi uma grande conquista. E foi dentro dessa estratégia que tomamos a decisão de vender, sem pressa, a Fnac, a Conforama e a Redcats. Mas isso foi anunciado publicamente só em novembro passado.

Valor: Mas se a estratégia era essa porque só anunciaram no ano passado?

Pinault: Porque quando você anuncia o que você vai fazer, existe muita pressão. Por isso não dissemos nada sobre isso em 2005, em 2006, em 2007 e em 2008. Vamos construir o grupo focando em vestuário e acessórios em dois segmentos, o de luxo e o de massa. Isso será feito com dois portfólios. Um que é o da Gucci, que já existe e podemos tornar mais forte no futuro. O outro com a Puma, que construiremos assim que pudermos vender em boas condições as operações de varejo. Então, é importante entender isso: não é que essas operações não sejam um bom negócio. São maravilhosas e muito lucrativas. É só por causa da estratégia assumida pelo grupo. Então, é por isso que a Fnac, como você perguntou, vai ser vendida. Não tenho nenhum problema com ela. A Fnac teve um ano incrível, está crescendo e é muito lucrativa. Tem um enorme potencial de crescimento, graças ao Brasil. O que não é o caso de nenhuma operação da Europa Ocidental . E no Brasil, a Fnac é prioridade máxima.

Valor: O que torna o Brasil estratégico para a Fnac?

Pinault: Temos uma operação muito forte aqui, numa economia que cresce, que é chave. Não temos nenhum concorrente da Europa nesse negócio. Dart não está aqui. Media Markt que é a número 1 na Europa em eletrônicos, não está no Brasil. Por termos essa vantagem é que devemos acelerar o processo aqui.

Valor: O senhor pretende abrir novas lojas no Brasil? De que marcas?

Pinault: Primeiro, o mercado de luxo é a principal prioridade e está crescendo nos países emergentes. Os consumidores estão cada vez mais comprando produtos de luxo. Se quisermos ter crescimento nos próximos 10, 15 anos temos que estar nesses países. Isso significa que estão no topo da nossa lista. O potencial do Brasil é incrível, mesmo com as dificuldades de importação. Mas basicamente, o que chamamos de nossas “global brands” que são a Gucci, YSL, Bottega Veneta e Balenciaga estarão no Brasil nos próximos meses .

Valor: Em poucos meses?

Pinault: Entre 12 e 18 meses, com certeza. Não há como não termos essas marcas aqui. Essas são as nossas grifes de âmbito mundial, têm a mesma estratégia. Claro que a Gucci está muito mais avançada do que as outras. As outras estão sendo abertas agora na China. A YSL foi aberta no ano passado. A Balenciaga também há 4 anos. Bottega há 3 anos. Então, estamos procurando lugares para essas lojas aqui no Brasil.

Valor: Então, a Gucci vai ser mais rápida do que as outras?

Pinault: Com a Gucci temos duas lojas. E planos para abrir mais. Vocês têm um bom potencial aqui. O fato é que precisamos ter cuidado por causa das taxas de importação. Se levarmos isso em consideração a diferença do preço daqui e dos EUA é muito grande. Se não houver uma mudança, os consumidores brasileiros terão que comprar no exterior. E se for assim, não há motivo para abrir 10, 15 lojas no país, que funcionariam só como showroom.

Valor: Nesse caso, as novas lojas serão operadas diretamente?

Pinault: Podemos ter parceiros. Mas o ideal para essas quatro marcas seria as lojas próprias. Mas, em cidades grandes, podemos ver se acharmos um bom parceiro, uma loja de departamentos, como nos EUA.

Valor: Não temos lojas de departamentos por aqui nesses moldes

Pinault: Não, mas eu ouvi que há alguns modelos que têm ambientes especiais, que proporcionam boa experiência de compras. É possível também uma parceria com shoppings como o Iguatemi que têm as licenças da Diane Von Furstenberg e do Christian Louboutin.

Valor: Mas sempre começando por São Paulo?

Pinault: Normalmente, sim. 70% dos nossos negócios estão aqui, então faz sentido.

Valor: E a próxima Gucci vai ser em São Paulo?

Pinault: Já temos duas lojas aqui. Uma no Iguatemi e outra na Villa Daslu. Então, a próxima não vai ser em São Paulo. Não sabemos onde ainda. Mas é bom ressaltar que mudamos o direcionamento da Gucci por aqui. No ano passado, o Brasil e a América Latina estavam sob a responsabilidade do time dos EUA. Então não tínhamos uma leitura correta do mercado. Agora mudamos isso. Estamos com um brasileiro responsável pelo Gucci Group no Brasil e na América Latina. O nome dele é Roberto Paz. E ele está com na Gucci há 20 anos. Talvez ele seja o melhor varejista que temos aqui nessa divisão. E ele conhece o Brasil, entende o que deve ser feito e onde. Foi por isso que vim aqui. Agora, estamos no lugar certo, e em forma para acelerar a expansão no país.

Valor: O sr. tem interesse em comprar alguma marca brasileira?

Pinault: Na frente de luxo não porque temos de expandir a rede já constituída. Mas no portfólio de massa queremos reunir ao redor da Puma marcas de lifestyle esportivo. Se encontrarmos alguma oportunidade que complemente o portfólio por que não? O Brasil tem marcas muito legais. O lifestyle brasileiro é muito significativo.

Valor: O sr. visitou a Track & Field. O que achou?

Pinault: É um conceito muito interessante em fitness.

MARÍLIA GABRIELA É A NOVA APRESENTADORA DO RODA VIVA

A partir de agosto, a jornalista passa a comandar o programa de entrevistas mais conceituado do país A jornalista Marília Gabriela é a nova apresentadora do programa Roda Viva, da TV Cultura. Marília acaba de assinar contrato com o vice-presidente de Conteúdo da emissora, Fernando Vieira de Mello. A estreia está prevista para agosto e a TV Cultura deve convidar uma personalidade de destaque para marcar o primeiro programa conduzido por Gabi.

Mario Queiroz lança bolsas masculinas

A marca de bolsas curitibana Delatia estreou sua linha masculina no dia 13 de junho, no São Paulo Fashion Week, durante o desfile do badalado estilista Mario Queiroz. Ele é quem passa a assinar a linha masculina da marca. Em Curitiba, o evento de lançamento aconteceu no dia 22, no charmoso Clube Concórdia.

Na passarela da SPFW, os modelos vestiram trajes em cores suaves sem grandes diferenças nos tons. Grandes camisas, malhas próximas ao corpo e decotadas, calças curtas com vinco, shorts e alfaiataria. Fios de algodão, seda e linho e malhas circulares e retilíneas, cambrais, telas leves e denim. Estampas de azulejaria e tapetes. Jóias de prata, ouro e rhodium. Tênis em lona e couro nos tons dos tecidos. Para acompanhar a proposta do desfile, “Delatia por Mario Queiroz” apostou em bolsas em tons terrosos.

São, ao todo, sete modelos de bolsas que estão a venda na loja de Mario Queiroz, em São Paulo e com os representantes da Delatia no Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Estados Unidos.

Sobre as bolsas:

A marrom escura

Bolsa Delatia por Mario Queiroz, em couro duro estilo pasta. Pode ser usada na lateral e transversal.
R$ 520,00

A marrom clara

Bolsa Delatia por Mario Queiroz, em couro mole estilo mochila. Pode ser usada na mão, costa e na lateral.
R$ 610,00

Onde encontrar:

Showroom Mario Queiroz
Al Franca, 1166 Jardim Paulista
São Paulo – SP Fone: 11-3062 3982

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Accor quer dobrar rede hoteleira após separação da unidade de serviços

Em 29 de junho, foi aprovada pelos acionistas da Accor a separação da Accor Hospitality e da Accor Services, agora chamada Edenred. Por sua vez, a Accor Hospitality passa a se chamar apenas Accor e concentra o negócio de hotelaria do grupo, que conta com as marcas Sofitel, Pullman, Novotel, Mercure, ibis e Formule 1.

Na reunião, realizada em Paris, foi acertado que os acionistas da Accor receberão uma ação da Edenred para cada ação da Accor em sua posse. Será pago um dividendo em dinheiro de 1,05 euros por ação. Gilles Pélisson, CEO da Accor, afirma que “sente orgulho pela criação de dois grupos internacionais e líderes em seus segmentos”.

“A separação das operações permitirá que a Accor tenha um foco exclusivo em hotelaria, algo fundamental para mantermos nosso programa de expansão com qualidade nos serviços prestados”, afirma Roland de Bonadona, CEO da Accor para a América Latina. A empresa pretende chegar a cerca de 300 hotéis na região em 2015, praticamente dobrando sua presença – hoje, opera 160 hotéis. “Já temos contratos assinados para mais de 70 hotéis que estão atualmente em diversos níveis de implantação, desde os que têm somente o terreno até os que já estão quase prontos”.

O planejamento futuro da Accor na América Latina segue as diretrizes do plano estratégico global da empresa, denominado Ariane 2015 (em homenagem ao foguete espacial europeu de mesmo nome) baseando-se na visão de ser reconhecida como uma das três maiores empresas do mundo no segmento hoteleiro. A estratégia envolve a abertura de 40 mil apartamentos por ano, em todo o mundo, e também a possibilidade de aquisições regionais e/ou globais.

A consolidação do modelo de negócios hoteleiros está organizada da seguinte forma:

• Estratégia das marcas, analisadas por país e segmento de mercado;
• Fortalecimento da capacidade de relacionamento com clientes e distribuidores;
• Aplicação do modelo asset right, que significa manter a Accor em posição de investidor ou de arrendatário em hotéis selecionados;
• Disseminação do modelo de gestão por administração e franquias.

“Queremos consolidar nossa presença na América Latina, e teremos um aporte de 100 milhões de Euros para investimentos na região”, finaliza Bonadona.